Quem faz acontecer por aqui – Betânia Furtado

Esse carro conversível prateado com o Lázaro Ramos em cima foi o maior problema da vida da Beca durante um dia:

Na época ela era Assistente de Produção do filme O Homem que Copiava. Quando soube que precisariam do carro, procurou a concessionária da Mercedes Benz em Porto Alegre. Chegando lá, descobriu que já tinha sido vendido, mas a loja gentilmente cedeu o contato do dono. Lá foi Betânia bater à porta da casa do proprietário, que aceitou alugar o carro para participar do filme.
Na segunda diária em que o conversível faria parte, a assistente de produção recebeu a notícia de que o dono tinha precisado do carro para uma reunião em Torres, a 200km de distância da locação onde seria filmado. A sorte é que Betânia não costuma entrar em desespero, as expressões meigas do rosto são prova disso. Tampouco é de se irritar, mesmo tendo o grande motivo do descumprimento do contrato que especificava o uso do carro nos dias determinados. A solução foi prometer um jantar pra família do cara com a presença da Luana Piovani, além de contratar um motorista pra buscar ele em Torres.

Desde pequena Betânia trabalha no set. Aos oito anos foi figurante no clássico curta Ilha das Flores, do tio Jorge Furtado. Por isso fazer cinema foi uma escolha natural. Foi assim que se tornou parte da geração que estudou Publicidade na capital gaúcha por ser o curso mais próximo de produção audiovisual.

Aos 23 anos, roteirizou e dirigiu seu primeiro curta, que acabou vencendo uma das primeiras edições do Histórias Curtas, da RBS TV. O filme Ponto de Vista ainda foi selecionado pra festivais em lugares como São Paulo, Paris, o próprio Festival do Rio e mais.

E foi durante a comemoração dessa vitória que descobriu estar grávida do Gabriel. Hoje com oito anos, o pequeno representa a maior parte do seu lazer, assim como o marido Guilherme Dable. Desde o ano passado, Betânia Furtado é Produtora Executiva do Núcleo Z, no qual coordena a produção de conteúdo, como por exemplo a primeira série para televisão feita pela Zeppelin. Mesmo assim, não perde o contato com sua verdadeira paixão: Dirigir. Dá pra conferir ainda mais trabalhos da Betânia Furtado no canal do Vimeo.

Festival de cinema de Cannes começa agora

com acusações de sexismo, lançamento do esperado On the Road (dirigido pelo Walter Salles), homenagem a Claude Miller, oito produções americanas entre os 22 longas que concorrem ao prêmio máximo e Moonrise Kingdom como filme oficial de abertura.

O fato é que, em 65 anos de festival, só uma mulher ganhou a Palma de Ouro. Foi em 1993 quando a neozelandesa Jane Campion levou por “O Piano”. Por isso e pela ausência de diretoras na competição deste ano, a atriz Fanny Cottençon e as cineastas Virginie Despentes e Coline Serreau mandaram uma carta aberta ao jornal francês Le Monde criticando a organização do festival e as escolhas do júri, liderado pelo realizador italiano Nanni Moretti. “Todos os 22 filmes da selecção oficial foram escritos, feliz coincidência, por 22 homens”, lê-se na carta, escrita em tom ironico e sarcástico. “Às mulheres, as máquinas de costurar e, aos homens, as dos irmãos Lumière”. Em resposta às críticas, Thierry Frémaux, delegado geral do Festival de Cannes, enviou uma carta ao L’Express, garantindo que nenhum filme é selecionado “só porque é realizado por uma mulher”. “Como cidadão estou plenamente de acordo com o compromisso feminista, como profissional seleciono as obras pelas suas qualidades próprias”, escreveu Frémaux, concordando que “o papel da mulher no cinema deve ser aumentado”. “Mas não é em Cannes nem no mês de Maio que o problema é levantado, é durante o ano todo e em todo o lado.”

Críticas a parte, Cannes também é oportunidade pra produções brasileiras. Apesar de grande parte da mídia preferir divulgar os vestidos europeus das atrizes americanas, o programa Cinema do Brasil instalou um estande de 100 metros quadrados no Marché du Film. Ali vão rolar sessões exclusivas para as empresas distribuidoras e credenciadas de 10 filmes nacionais. Desde longas como O palhaço, de Selton Mello, e Estamos juntos, de Toni Venturi, como produções inéditas, como Disparos, de Juliana Reis, e Hora menos, de Frank Spano.

Candidatos à Palma de Ouro

- The angels′ share, de Ken Loach (Inglaterra)
- Mud, de Jeff Nichols (EUA)
- Da-reun na-ra-e-suh, de Sang-soo Hong (Coreia do Sul)
- Killing them softly, de Andrew Dominik (Nova Zelândia)
- Jagten, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
- Cosmópolis, de David Cronenberg (Canadá)
- Lawless, de John Hillcoat (Austrália)
- Na estrada, de Walter Salles (Brasil)
- Holy motors, de Leos Carax (França)
- The paperboy, de Lee Daniels (EUA)
- Vous n`avez encore rien vu, de Alain Resnais (França)
- De rouille et d`os, de Jacques Audiard (França)
- Do-nui mat, de Sang-soo Im (Coreia do Sul)
- V tumane, de Sergei Loznitsa (Ucrânia)
- Baad el Mawkeaa, de Yousry Nasrallah (Egito)
- Amour, de Michael Haneke (Áustria)
- Post tenebras lux, de Carlos Reygadas (México)
- Dupa dealuri, de Cristian Mungiu (Romênia)
- Paradies: Liebe, de Ulrich Seidl (Áustria)
- Like someone in love, de Abbas Kiarostami (Irã)

Brasil em Cannes

Mostra competitiva
Dia 23 – Na estrada, de Walter Salles

Cannes Classics
Dia 21 – Xica da Silva, de
Cacá Diegues
Dia 22 – Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho

Filme homenagem
Dia 22 – A música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos
lParalela

Quinzena dos realizadores
Dia 23 – Porcos raivosos, curta de Leonardo Sette e Isabel Penoni (PE)
Dia 24 – Os mortos-vivos, curta de Anita Rocha da Silveira (RJ)

Semana da Crítica
Dia 19 – O duplo, curta de Juliana Rojas (SP)

Scorsese vai produzir filme sobre Rolls-Royce

Ao lado de Richard Attenborough e Haas Anthony, Scorsese vai produzir o longa sobre a criação da empresa britânica no início do século XX. “Quando eu li a história de Silver Ghost, fiquei hipnotizado. Eu imediatamente pensei: ‘Isso é um filme que tem que ser feito”, justificou. Silver Ghost foi o primeiro carro da Rolls-Royce a entrar em linha de produção, afirmando a marca como fabricante dos melhores carros do mundo.

Silver Ghost vai se basear no livro homônimo que narra a saga de Charles Rolls e Henry Royce e sua parceria formada em 1904, responsável por uma das mais tradicionais fabricantes de carros do mundo, atualmente sob controle do grupo alemão BMW.

A união dos dois resultou na fundação da Rolls-Royce em Manchester, na Inglaterra, em 1906. Além de uma história sobre o amor de homens pelas máquinas, o longa também vai retratar casos amorosos das famílias dos dois visionários, além das transformações sociais na virada do século XIX para o XX. O filme ainda não tem cronograma de filmagens e lançamento.

Artistas dissecados

Dissecaram Dalí, Van Gogh e Picasso pra construir uma campanha publicitária. A responsável pela barbárie foi a agência Dm9DDB para a Escola de Arte do MASP (Museu de Arte de São Paulo). A intenção é mostrar que talento vem de dentro através das entranhas dos artistas.

Via Bistrô Cultural

Tun!

A Tun é uma marca de acessórios criada pela artista Lia Menna Barreto com o Mauro Fuke, só de peças feitas com borracha industrial, látex e borracha reciclada.

Tudo começou nos anos oitenta quando a Lia se inspirou no movimento Dark pra criar anéis, pulseiras, saias e colares com borracha de câmaras de pneu. Agora eles se inspiram na história da arte, street fashion, design e formas da natureza e fazem acessórios lindos e acessíveis desenhando, digitalizando e recortando a borracha à laser.

Na última semana, eles lançaram um filme dirigido pela Diretora Executiva do Núcleo Z, aqui da Zeppelin, Betânia Furtado: